Review: 300-A Ascensão do Império

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300 – A Ascensão do Império (2014).

Direção: Noam Murro.

Com Sullivam Stapleton, Eva Green, Rodrigo Santoro, Lena Headey, Hans Matheson,

 Jack O´connell II.

300 (o original) é com certeza uma das mais memoráveis obras do cinema atual, com uma ótima adaptação da HQ de Frank Miller, Zack Snyder conciliou na medida certa temas épicos, ação e até estética de videogame, com bons e marcantes personagens como o excelente Leônidas que proferiu frases que até hoje reverberam na mente dos fãs alem de belíssimas cenas de guerra que empolgam até mesmo os menos entusiasmados, e certo astro brasileiro, mesmo que irreconhecível. Naturalmente após o sucesso não soava nada estranho a perspectiva de um novo filme e então é anunciado 300 – A Ascensão do império que, lógico, foi ansiosamente aguardado.

Mesmo sem a direção do original A Ascensão do Império recria bem o visual particular do primeiro filme e suas cenas de batalha. Ao contrario do que se especulava o filme não é um prólogo, mas é mais abrangente fazendo um “antes-durante – depois” de 300 com uma história paralela que se cruza em alguns pontos, começando desde as primeiras batalhas da Grécia contra a Pérsia o que nos permite conhecer Themistodes de Atenas e Artemisa, a melhor personagem do filme, alem de ver Xerxes com cara de Rodrigo Santoro.

Mas a realidade não é muito generosa com A Ascensão do Império, Themistodes não tem a metade da imponência, carisma e postura de Leônidas e os atenienses acabam por se parecer bem como o rei espartano os descreve em 300, como “pederastas” entre outras coisas, fica difícil ter empatia com esse outro exército após testemunhar o banho de sangue causado pelos 300 soldados espartanos, as batalhas em alto-mar entre navios são até legais, mas acaba por se tornar um tanto confusas pela quantidade de elementos em cena e pela escuridão, outro problema é o excesso de melodrama que acaba por deixar tudo ainda mais arrastado até o clímax um tanto previsível.

300 A Ascensão do Império não é uma decepção total, mas está muito aquém do seu antecessor, talvez se 300 não existisse para comparar a impressão poderia ser melhor.

Nota: 6/10

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