Review: A Menina Que Roubava Livros

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A Menina Que Roubava Livros (2014)

Diretor: Brian Percival

Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Bem Shnetzer e Nico Liersch

O filme, baseado no livro de mesmo título, contém histórias passadas em meio ao holocausto e o nazismo. Filmes do tipo costumam conflitar os limites humanos de caráter físicos e moral e a possibilidade de fuga, seja na forma literal ou simplesmente a fuga da realidade. A Menina Que Roubava Livros tenta nos mostrar,os artifícios que podem nos aliviar do enfrentamento de uma dura realidade.

A história nos mostra a mudança de vida da pequena Liesel Meminger após a morte de seu irmão caçula nos braços de sua mãe. Liesel é adotada por um casal num pequeno vilarejo na Alemanha em pleno início da 2º Guerra Mundial. Logo a menina recebe o grande carinho por seu novo pai  (Hans Hubermann) e desprezo da nova mãe (Rosa Hubermann). A menina faz amizade com seu vizinho Rudy (que nutre uma paixão por ela) e passa a desenvolver uma paixão pela leitura. Quando seus pais adotivos acolhiam e escondiam um judeu, compartilhavam o apreço que tinham pelas palavras e pelos livros. Esse amor pelo o universo da literatura e a descoberta de novas palavras levam Liesel a enfrentar o espírito inflamado da ascensão do III Reich (Hitler) e começar enfim a roubar livros para alimentar a sua necessidade de ler, escrever e ampliar seu universo.

Por mais que seja muito mais prático e viável para uma produção fazer filme na língua que lhes for conveniente (inglês), filmes que se passam em determinado país soam muito mais autênticos quando as personagens usam a língua nativa do país, deviam invés de colocar palavras soltas do alemão no filme, fazer o filme todo em uma língua só. É muito interessante o modo como o filme humaniza seus soldados nazistas, sem ser pró-nazista. Apesar de servirem a um Führer de idéias racistas, se tratam de personagens que ao longo do filme você se simpatiza. Ver os soldados com uma suástica no braço (talvez) não o abalará tanto, afinal de contas nem todo alemão da década de 30 e 40 era nazista.

Talvez um dos trunfos da produção seja justamente trabalhar este lado pouco explorado da 2ºGM, uma Alemanha que não queria lutar e que até mesmo declarava sua antipatia ao Führer, sendo representada por algumas famílias. Apesar da bela história, não há nada de muito especial que talvez o torne a arte tão memorável assim. Esse tipo de história já está mais do que saturada, seja em livros, no cinema ou qualquer outra mídia.

Se você não curte dramas, pode achar esse filme bem monótono (pra não dizer chato) mas talvez valha numa tarde de sábado, com um(a) namorado(a) e só.

Nota: 6/10

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