Review: Gravidade

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Gravidade (2013)

Diretor: Afonso Cuarón

Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Eric Michels e Ed Harris

 

Vale muito a pena quando uma obra nos faz lembrar o quanto nós humanos estamos à mercê da existência, do universo e do acaso. Também é muito bom quando o cinema cumpre o seu papel de transmitir, sem ruídos, quaisquer tipos de sentimentos, emoções e experiências vividos pelos seus personagens, e Cuarón nos brinda com essa composição de elementos, proporcionando mais do que 90 minutos de distração, proporciona momentos de aflição e reflexão.

 Em Gravidade a história começa no espaço com os astronautas Dr.ª Ryan Stone e Matt Kowalski, operando fora do modulo espacial, fazendo ajustes e coisas do gênero. Tudo corre bem, até que um acidente envolvendo fragmentos de um satélite russo destruído os atinge, deixando a Dr. ª Ryan e Matt à deriva no espaço sideral tendo que sobreviverem e acharem um jeito de voltarem à Terra.

Poucos filmes ultimamente conseguem colocar, de forma tão autêntica, o espectador dentro do filme, mérito dos excelentes efeitos visuais (que já garantiram uma indicação ao Oscar) e da direção de Cuarón que fornecem uma experiência realmente imersiva. A desorientação, o sufocamento e o terror muito bem transmitidos também por Sandra Bullock, que tem aqui uma ótima atuação, e toda a atmosfera do filme cria um bom suspense. A obra também incorre de pequenos erros: momentos à la Macgyver que podem ser estranho para os mais detalhistas, mesmo leigos em operações em orbita, mas que são pequenos diante da grandeza de assistir Gravidade. Ao fim, se tem a certeza e é fácil ficar convencido do que Gravidade quer mostrar: a fragilidade humana pode ser muito mais terrível e assustadora do que qualquer vilão, monstro ou assassino por aí.

Nota: 9/10

 

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