Review: Kamen Rider Battride War


Beleza, pessoas? Aqui quem fala é o Kurogami e eu vou fazer um review do jogo Kamen Rider: Battlide Wars Para PS3.
Antes de mais nada, eu quero avisar a todas as pessoas que planejam importar esse jogo (não há versão em inglês, nem previsão para a mesma) que existem duas versões diferentes: a normal e a TV Premium Sounds Edition.
Se possível, a todo custo, compre a TV Premium Sounds Edition.
Gráficos – 7,0
Tenho que admitir que essa nota é talvez mais generosa do que deveria ser. O ponto principal em relação aos gráficos é a ausência de serrilhado, mas os efeitos visuais dos golpes e explosões não são lá grande coisa – é possível observar que para conservar memória gráfica, foram utilizadas ilusões de ótica com elementos 2D, em vez de um 3D legítimo. A visão do jogo é em terceira pessoa, centrada no Rider que você estiver utilizando. Devo admitir que o controle da câmera em si não é nada ruim – dificilmente o jogador fica com a visão trancada por uma parede ou com a câmera “chacoalhando” por confronto no sistema. Este quesito teria uma nota ligeiramente mais alta se os cenários fossem mais variados, mas infelizmente o número de estágios é bastante limitado… As CGs são feitas exatamente com o mesmo engine do jogo, ou seja, elas praticamente não diferenciam em qualidades do resto.
Jogabilidade – 8,0
Não há falta de variedade neste jogo, e eu diria que este é o ponto mais alto dele. (Para quem esperava que todos os Riders estivessem presentes, fica aqui uma decepção: apenas os Riders das séries de 2000 em diante estão representados no cast.) O jogo basicamente é um Dynasty Warriors com Kamen Riders. Cada Rider possui um moveset COMPLETAMENTE único (exceto pelo Decade, mas o próprio personagem já é baseado em utilizar os poderes dos outros Riders), e quase todos os Riders (com exceção do W FangJoker) possuem múltiplas formas, mais uma forma “Ultimate” como em suas respectivas séries. Aqui entra um dos motivos para comprar a TV Premium Sounds Edition: na edição normal, nada muda quando você ativa as Ultimate Forms, mas na edição limitada o tema de cada Rider toca quando você ativa, pressionando R2. Mesmo sendo diferentes entre si, o esquema de controle básico é o mesmo para todos os Riders – mas como cada moveset é diferente, os combos variam bastante de um Rider para outro (e dentro dos próprios Riders, de uma forma para outra). É um sistema de controle simples e elegante, apesar de que como certos Riders tem alguns movimentos mais eficientes que outros, eles podem acabar se tornando repetitivos. O jogo também possui um sistema de Skills que consiste em aumentar o nível do seu Rider preferido e equipar bonecos nele para certos efeitos (aumento de XP ou Shop Points, por exemplo). E os inimigos em si são bastante variados, muito embora os chefões sejam reciclados de uma fase pra outra, já que não há antagonistas exclusivos do jogo.
História – 6,0
Mesmo que você saiba japonês, não há nada de muito extraordinário na história do jogo. Falando de forma resumida, existem duas entidades que buscam acesso a uma forma de poder baseada nas memórias de diferentes dimensões, e essas duas entidades acabam recrutando os Riders (e seus respectivos oponentes) pra lutar entre si. Uma delas tenta convencer os Riders enquanto a outra basicamente faz lavagem cerebral neles. Convenientemente, ambas as entidades parecem fadinhas brilhantes, uma dourada e outra púrpura e preta, pra facilitar a identificação para o jogador. O jogo tem algumas CGs espalhadas aqui e ali, geralmente entre as fases, mas a maior parte da história se explica em estilo Visual Novel nas intermissões entre cada estágio (leia-se: retrato do personagem com um bloquinho de fala embaixo). Tirando as CGs e alguns pontos dos estágios, a história praticamente não é falada.
Som – 4,0/9,0 (edição normal/Premium TV Sound)
A trilha sonora do jogo em si não é lá grande coisa, mas as séries de Kamen Rider sempre tiveram a música como um ponto alto. O jogo possui uma opção para jogar com uma soundtrack customizada, usando as músicas existentes em seu PS3 (então se você quiser jogar ouvindo Spice Girls, o problema é seu). A Premium TV Sounds Edition já vem com 30 músicas dos seriados originais, que geralmente são usadas como insert songs quando você ativa as Ultimate Forms. E essas músicas fazem TODA a diferença no clima do jogo, a ponto de ele ser praticamente injogável sem uma trilha sonora adequada. Nada se compara a ouvir Extreme Dreams quando você ativa a Ultimate Form do Kamen Rider Double ou W-B-X quando você luta contra Kamen Rider Skull (como eu queria poder jogar com esse cara!). Como é de praxe em um jogo como esse, todos os Riders são interpretados por seus atores originais.
Nota Final: 6,25/7,5
Battlide Wars não é um jogo ruim, mas é impossível não achar que faltou um pouco de carinho com os Riders. Para jogadores mais velhos, o título pode ser um pouco decepcionante, já que as únicas séries que passaram no Brasil não são representadas aqui. O título foi claramente desenvolvido pelo lado “Bandai” da Namco-Bandai, que sempre deteve os direitos autorais de várias séries no Japão, e parece ser mais direcionado para crianças e adolescentes (como as próprias séries, de certa forma).

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