Review: Ninja Shadow of a Tear

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Ninja-Shadow of a Tear (2013)

De Isaac Frlorentine

Com Scott Adkins, Mika Hijii, Kane Kosugi, Shun Sugata.

Os anos 80 e90 foram uma época em que o cinema de ação praticamente sobreviveu de um subgênero: o de filmes de artes marciais. Mais especificamente eram filmes em que o herói, sempre americano, era inserido no universo das artes marciais orientais (Japão, China, Tailândia, etc.) e nesse contexto deveriam provar seu valor mesmo sendo um “gaijin”, deste modo temos uma época bem interessante e que rendeu obras que habitam nossa memória afetiva como O Grande Dragão Branco, Massacre no Bairro Japonês, O Grande Desafio, Aventureiros do Bairro Perdido… Enfim a lista desta relação EUA/Oriente é quase infinita. Não que seja errado ou reprovável, mas hoje esse tipo de filme infelizmente amarga o limbo das produções que saem direto em home vídeo e sobrevivem de Steven Seagal e Sessão da Tarde.

Filmado no Japão e na Tailândia, Ninja Shadow of a tear é a continuação de… Ninja (sim, é exatamente esse o nome do filme, que nem vele a pena comentar) mostra o nosso herói Casey herdando a academia de seu antigo mestre morto no primeiro filme e seu bom relacionamento com a sua agora esposa Namiko que está a espera de um filho, tudo corre bem até que Namiko é assassinada deixando Casey desolado e com sede de vingança, amparado por seu amigo e “sempai” mestre Nakabara que oferece ao ninja americano um refugio em sua academia na Tailândia que a principio o recusa ainda dominado pela raiva e a necessidade de se vingar porem percebendo que perseguia as pessoas erradas Casey vai para a Tailândia onde Nakabara o aprofunda sobre o culpado, um poderoso traficante de drogas da região, e sua relação com o pai de Namiko. A partir daí é uma seqüência de pancadarias e uso de forma letal de qualquer objeto em cena incluindo até uma briga de bar, para em fim rolar um revelação até que inesperada no final.

Ninja Shadow of a Tear emula tudo desse gênero de filme, até a autodescoberta do herói e lições de autocontrole, o filme até tenta ser mais profundo com uma introdução abordando ninjas na segunda guerra (!) mas nada salva o filme de ser mais um daqueles que provavelmente passará longe das salas de cinema e daqui a um ou dois anos veremos na televisão. Apesar de vários furos no roteiro o filme tem até boas cenas de luta e não chega a ser um desastre, se você é fã desse tipo de filme pode até gostar, mas tenha em mente que Scott Adkins ainda está bem longe de ser o novo Van Damme.

Nota: 5/10

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